Provisão, criando a paróquia de N. S. da Apresentação da Escada, que provida canônicamente, foi instalada pelo Padre Francisco Cavalcanti de Albuquerque Lacerda, seu primeiro vigário.
Com a criação da vila do Cabo em 1811, ficou a povoação da Escada fazendo parte do seu têrmo; mas passando posteriormente ao da Vitória, e elevada à categoria de vila pela Lei Provincial n. 326, de 19 de abril de 1854, foi instalada pelo coronel José Cavalcanti Ferraz de Azevedo, presidente da Câmara Municipal da vila da Vitória, de cujo têrmo fôra desmembrada.
O ato da instalação teve lugar a 9 de outubro daquele mesmo ano, sendo então empossados os seus eleito: vereadores, que foram: Antônio Marques de Holanda Cavalcanti, João da Rocha Holanda Cavalcanti, Vigário Simão de Azevedo Campos, Manuel da Rocha Lins, André Dias de Araújo, Cândido José Lopes de Miranda e José Sancho Bezerra Cavalcanti. Teve os foros de cidade pela Lei Provincial n. 1093 de 24 de maio de 1873, de criação da sua comarca, instalada pelo seu primeiro juiz de direito, o Dr. Pedro Camelo Pessoa.
O local em que está situada a cidade da Escada foi originàriamente um aldeiamento de índios, que vinha de fins do século XVII, como se vê da doação de quatro léguas de terras em quadro, que lhes fêz o governador Caetano de Melo de Castro, em virtude da carta régia de 28 de janeiro de 1698 por serviços prestados ao estado, naturalmente no período da campanha contra os holandeses; cujo patrimônio foi depois aumentado pelo governador Henrique Luís Pereira Freire, como encontramos, com mais uma légua de terra em quadro no lugar denominado Serra da Rôla, no distrito de Ipojuca.
Em 1746 encontramos esta menção do aldeiamento em um documento oficial: Aldeia de N. S. da Conceição da Escada, sita na freguesia de Ipojuca, de caboclos da língua geral dirigida por um religioso da Congregação de S. Filipe Néri; e em um outro, de 1802, a localidade mencionada como uma povoação de índios.
(Costa, F.A. Pereira _ Anais Pernambucanos. Recife, CEPE, 1987, vol.6, p. 462.)
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