![]() |
| BARÃO DE SUASSUNA |
Henrique Marques de
Holanda Cavalcanti nasceu no dia 21 de dezembro no engenho Taquara, freguesia
da Escada. Era filho de Antônio Marques de Holanda Cavalcanti e Pânfila da
Silveira Lins.
Fez seus estudos de
humanidades no Colégio São Bernardo no Recife. Em seguida, matriculou-se na
Faculdade de Direito de Recife, bacharelando-se em dia 6 de dezembro de 1874.
A oito de dezembro
de 1875, através de portaria do presidente da província João Pedro Carvalho de
Moraes, foi nomeado primeiro oficial da terceira seção da secretaria da presidência,
cargo que desempenhou até 1877, quando foi nomeado para a função de secretário
da província onde ficou até 1878.
Em 22 de outubro de
1881, casou-se com Maria Lins Cavalcanti, filha de Belmiro da Silveira Lins e
de sua esposa Maria de Jesus Souza Lins, barões da Escada. O casal não teve
filhos.
Nesse mesmo ano foi
eleito deputado geral pelo 6º distrito da província de Pernambuco, na chapa do
partido conservador, apresentada pelo conselheiro João Alfredo.
![]() |
| BARONESA DE SUASSUNA |
Dissolvida a câmara
em julho de 1886 pelo barão de Cotegipe, que inaugurou então uma situação
conservadora, no mesmo ano voltou à câmara pelo mesmo distrito. Esta câmara foi
dissolvida com o advento da república.
Com o novo regime,
afastou-se da política por vários anos. Mas em 1897, foi eleito senador
estadual a 8 de março do mesmo ano, foi escolhido para presidir o senado.
Depois afastou-se
mais uma vez da vida pública, passando a cuidar exclusivamente da administração
de suas propriedades agrícolas e de sua fábrica. Em 1919 foi candidato a
governador, concorrendo com Rosa e Silva e Dantas Barreto.
Henrique Marques de
Holanda Cavalcanti foi o segundo barão de Suassuna, título concedido por decreto
imperial do dia 16 de fevereiro de 1889.
O tenente-coronel
Antônio Marques de Holanda Cavalcanti, pai do barão de Suassuna, era
proprietário do engenho Mameluco na freguesia da Escada onde, em 1877, foi
fundada uma usina com a denominação de Mameluco.
Nas proximidades da
usina fica o engenho Limoeiro, de propriedade de Belmiro da Silveira Lins, o
Barão de Escada, assassinado em 1880, em Vitória de Santo Antão. No engenho
Limoeiro foi fundada a usina Limoeirinho, em 1881, por Henrique Marques de
Holanda Cavalcanti, o Barão de Suassuna, que neste mesmo ano casou-se com Maria
Lins Cavalcanti, filha do seu tio Belmiro da Silveira Lins. Dessa forma, o
Barão de Suassuna tornou-se proprietário das duas usinas: Mameluco e
Limoeirinho. A primeira foi herdada do seu pai e a segunda construída e
reformada por ele em 1910.
A usina Mameluco
possuía, em 1929, dez propriedades agrícolas e 34 fornecedores de cana,
destacando-se o engenho Cachoeirinha, onde foi empregado, pela primeira vez no
Brasil, o método do plantio de sementes por meio de flechas.
Sua via férrea tinha
70 quilômetros, sete locomotivas e 200 carros. Possuía capacidade para
processar 500 toneladas de cana e produzir 5.000 litros de álcool em 22 horas.
Na época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 50 operários.
Mantinha uma
associação de beneficência e três escolas, com matrícula média anual de 115
alunos.
Quando morreu em
1941, com 87 anos de idade, o Barão de Suassuna deixou as suas usinas como
herança para seu sobrinho, o médico Fonseca Lima, que ainda na década de 1940
as passou para Jayme Loyo e seus filhos.
Devido a uma grande
crise, a usina sofreu intervenção do Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA, mas
seus proprietários superaram o problema e voltaram a administrá-la.
A usina Limoeiro dissolveu-se
e foi absorvida pela usina Mameluco, passando, em seguida, a denominar-se usina
Barão de Suassuna, em homenagem ao seu antigo dono.
A baronesa Maria Lins
de Holanda Cavalcanti faleceu em Recife no dia 3 de junho de 1940 e o barão Henrique
Marques de Holanda Cavalcanti, no dia 9 de janeiro de 1941, também em Recife.


O homen que não conhece seu passado não terá futuro.
ResponderExcluir